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Como a Indústria 4.0 transforma a produção de máquinas agrícolas no Brasil

(*) Alexandros Aravanis  diretor de operações AGCO América do Sul

 

O conceito de Indústria 4.0 tem sido discutido há anos e, aos poucos, tornou-se parte da realidade do mercado de trabalho. Um dos setores que mais sente o impacto da quarta revolução industrial é a indústria automotiva. O uso de dados e a automação na fabricação de veículos e máquinas já estão em funcionamento, com ganho de eficiência pelas empresas atentas às inovações.

 

No segmento de máquinas agrícolas, algumas ferramentas são fundamentais para o desenvolvimento de tratores de alta performance. A Indústria 4.0 está presente em todas as etapas da produção de um equipamento, com benefícios para segurança, rentabilidade, verificação de qualidade, montagem e bem-estar do trabalhador.

 

A AGCO, referência global na fabricação de máquinas agrícolas, conta com equipamentos e uma linha de produção dentro dos padrões da Indústria 4.0. Um dos principais exemplos de tecnologia que auxilia o processo produtivo da AGCO, o smart glass está incorporado às fábricas e é utilizado em checklists de manutenção de máquinas e na etapa de verificação de qualidade de monoblocos, estrutura que contempla os eixos dianteiro e traseiro, a transmissão e o motor.

Com o smart glass, o responsável por fazer o controle de qualidade recebe uma série de informações na tela que aparece acima do campo de visão, o que facilita a operação. Além de garantir eficiência na execução do trabalho, os óculos proporcionam aumento de produtividade, uma vez que os operadores não precisam mais ficar entre o computador e o componente. O smart glass também permite fotografar e enviar os registros aos engenheiros de qualidade instantaneamente.

 

Outra ferramenta disponível nas fábricas é o AGV (sigla em inglês para Veículo Guiado Automaticamente). Trata-se de uma plataforma robótica e autoconduzida que realiza um trabalho que antes era feito manualmente. Com o AGV, um percurso é programado e o robô se encarrega de transportar o monobloco pela planta. A utilização do AGV possibilita montagem de modelos mais complexos e leva aos trabalhadores maior agilidade, conforto e segurança de trabalho, já que o transporte de materiais pesados é feito de maneira mais controlada.

 

Os benefícios da Indústria 4.0 podem ser comprovados não apenas na fabricação dos produtos, mas os próprios consumidores finais conseguem verificar o impacto das inovações durante a experiência de compra. No mercado de máquinas agrícolas, por exemplo, o sistema Dyno simula com precisão o nível de qualidade dos equipamentos em operação no campo antes da entrega ao agricultor.

 

Resultados tangíveis como esses têm transformado, por meio da Indústria 4.0, as fábricas em grandes polos de inteligência e tecnologia, onde todos os dispositivos são pensados para proporcionar ganho de produção e eficiência. Tudo isso nos permite afirmar que a aplicação deste alto volume de tecnologia na ponta inicial do desenvolvimento das máquinas certamente será refletida na ponta final, oferecendo uma operação mais eficiente, econômica e sustentável aos agricultores de todo o país.

 

(*) Alexandros Aravanis é diretor de operações AGCO América do Sul

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