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Presidente da Abimaq discute na Embrapa desafios e oportunidades da Agricultura 4.0

Embora o acesso à internet no campo tenha registrado alta no período de 2006 a 2017, passando de 75 mil para quase 1,5 milhão de acessos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um dos maiores desafios da agricultura 4.0 é a conectividade.

O assunto foi um dos temas abordados no painel sobre o papel da ciência, tecnologia e inovação e das instituições para o sucesso do agronegócio brasileiro, que abriu o Simpósio Nacional de Instrumentação Agropecuária nesta terça-feira (3).

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), João Carlos Marchesan, integrou o painel, realizado em São Carlos (SP), na Embrapa Instrumentação, ao lado do ex-ministro da Agricultura e presidente do Fórum do Futuro, Alysson Paolinelli.

Marchesan afirmou que a agricultura do futuro vai unir algoritmos, Internet das Coisas (IoT), Big Data e Inteligência Artificial, que vão mostrar o campo por cima, com imagens enviadas por satélites cada vez menores e mais baratos. Elas também vão monitorar as plantações por meio de aplicativos para smartphone, com relatórios acessados a qualquer momento pelo produtor.

“Essa visão de futuro, que transforma nossas fazendas em coloridas figuras geométricas nas telas de computadores, tablets e celulares, já está transformando rapidamente a produção agropecuária no Brasil. Mas não devemos levar tecnologias para os agricultores apenas como se fossem um modismo”, alertou Marchesan.

Ele lembrou também que é necessário ampliar a disponibilidade de serviços de internet no campo para que o percentual de produtores rurais  com acesso a internet aumente. De acordo com um estudo do AgroHUB, apenas 14% das propriedades rurais têm alguma cobertura para internet; como ampliar para as demais 86% que não dispõem dessa tecnologia foi uma das questões levantadas pelo presidente da ABIMAQ.

DEFESA DO INVESTIMENTO

Com a experiência de quem comandou o ministério da Agricultura entre 1974 e 1979, Alysson Paolinelli também chamou a atenção para a necessidade de 4,3 milhões de produtores rurais brasileiros terem acesso à tecnologia e defendeu o investimento em pesquisa agropecuária.

“Somos uma estufa a céu aberto em 12 meses do ano. Com a tecnologia hoje existente, o Brasil será capaz de produzir três vezes mais na mesma área. Estamos propondo que a Agricultura 4.0 seja, sobretudo, sustentável”, argumentou Paolinelli, que atualmente preside o Fórum do Futuro.

O Siagro 2019 vai até quinta-feira (5) e a programação inclui o “Business Day”, no qual pesquisadores, empresários, investidores, lideranças setoriais e comunicadores vão discutir as oportunidades para o agronegócio, acompanhar demonstrações ao vivo de novas tecnologias e também selecionar startups num Pitch Deck.

“O contexto da agricultura 4.0, com inserção das tecnologias digitais com novos aplicativos, sensores inteligentes com a chamada Internet das Coisas (IoT), drones, big data, equipamentos automatizados e autônomos, e novas tecnologias de baixo impacto ambiental está se consolidando no exterior e o Brasil, para manter a competitividade e sustentabilidade como um dos grandes players do agro mundial, deve também  avançar  rapidamente”, explica Ladislau Martin Neto, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa entre 2012 e 2017 e coordenador do evento.

 

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